Rir é realmente um grande remédio. Estudos científicos vêm comprovando os benefícios do bom humor na proteção contra o envelhecimento, prolongando e melhorando a qualidade de vida. O humor ajuda-nos a ficar longe do estresse, criando uma maior resistência em nosso corpo, revigorando a saúde, além auxiliar na melhora da criatividade e habilidade em resolver problemas.
Recentemente, nos EUA, houve uma série de estudos com mulheres de negócios. As que fizeram mais pontos nos testes criados para medir o senso de humor eram as menos estressadas, as que tinham menos problemas de saúde relacionados ao estresse e possuíam menor suscetibilidade ao cansaço e mais autoestima quando comparadas às que somaram menos pontos.
Com um bem desenvolvido senso de humor, possuímos mais resistência. “O humor muitas vezes caminha ao lado de outros atributos que também protegem contra o envelhecimento, como a resistência. Pessoas resistentes geralmente têm um bom senso de humor. Quando as coisas ficam difíceis, elas usam o bom humor para ajudar a superar barreiras”, é o que garante a psicóloga Dra. Irene Deitch.
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Nos dias atuais vivemos muito corre-corre. Problemas, compromissos e preocupações de toda ordem. O que podemos fazer para amenizar o quadro e enfrentá-lo com maior ânimo e força? Utilizemos o humor, respondem os pesquisadores. “Se o senso de humor está no limite, tente procurar coisas que divirtam você. O humor é cumulativo – quanto mais você exerce seu senso de humor, mais as coisas parecem engraçadas”, ensina e aconselha Ruth Hamilton, fundadora do Carolina Health and Humor Association, uma organização sem fins lucrativos que promove o uso terapêutico do humor, nos EUA.
O senso de humor é uma característica muito pessoal, evidenciam os estudos. O que faz uma pessoa rir pode deixar outra aborrecida. Porém, remeter-se à infância é sempre um bom caminho. “Se não tiver certeza do que pode diverti-lo, lembre-se de sua infância. Pergunte-se quais eram as pessoas mais engraçadas da sua família. Depois, pergunte-se porque elas eram engraçadas”, recomenda Ruth Hamilton.
Mas e se nossos parentes não eram assim tão divertidos? “Então tente lembrar quem era a pessoa que você achava ‘a mais engraçada do mundo’, quando era criança. Você pode encontrar essa pessoa e seu bom humo ainda hoje”, ressalta a fundadora do Carolina Health and Humor Association.
Outras possibilidades para melhorarmos nosso senso de humor e nos tornarmos mais abertos emocionalmente são, segundo Ruth Hamilton, realizar, sempre que possível, com amigos e familiares, brincadeiras como charadas, fazer piqueniques, alugar um bom vídeo de comédia, ir ao teatro e assistir àquela companhia teatral, especializada no humor e certeza de boas gargalhadas, que estamos planejando há tempos...“O humor é social e interativo. Expresse-se e transmita às outras pessoas”, conclui a psicóloga Carolyn Saarni.
Enfim, o fundamental é convivermos harmoniosamente, compartilharmos sentimentos, emoções, momentos, e nunca nos distanciarmos da ‘criança’, cheia de alegria e leveza, que há em todos nós.
Por: Felipe Jannuzzi
Jornalista
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